MATTHEW JARVIS WALL

ENG: The increasing prevalence of computers and information networks in daily life has produced a transformative shift in the way in which individuals participate in the production of art and design. The cornerstones of classical aesthetics in art — autonomy of form, singularity of vision, and totality of message — become less relevant as artists turn towards the “systemic” as aesthetic. Generative design refers to any art practice where the artist uses a system, such as a set of natural language rules, a computer program, a machine, or other procedural invention, which is set into motion with some degree of autonomy contributing to or resulting in a completed work of art. Generative art is, in this sense, self-automating by nature. Self-automation is a seemingly contradictory notion, an intrinsically mechanical process that also speaks to the complex forms and behaviors observed in nature.

These sculptural works from Matthew Jarvis Wall constitute an exploration of emergence in simulated organic systems. Emergence may be understood as the process by which novel and coherent structures, patterns and properties arise during the process of self-organization in complex systems. The particle systems employed in the generation of these sculptures were designed with a focus on plant root and tuber growth, simulations that serve as a means by which the basic systemic processes present in these organic systems may be observed and experimented with. In a wonderfully tridimensional universe, Matthew’s work could be seen as overtly tactile, generating a certain sense perfectionism between the physical and digital realms.

PT: A crescente prevalência do computador e das redes de informação na vida quotidiana contribuíram para uma mudança significativa na maneira com que as pessoas participam na produção artística e criativa. Os pilares da estética clássica da arte – autonomia da forma, a singularidade da perspectiva e transparência da mensagem – tornaram-se menos relevantes à medida que os artistas começaram a virar as costas para a “sistêmica”, enquanto instrumento estético. O design generativo é referente a qualquer prática criativa onde o artista utiliza um determinado sistema, como por exemplo um conjunto de regras de linguistica original, um determinado programa de computação, uma máquina, ou qualquer outra invenção processual, colocando todos estes fatores em prática com algum grau de autonomia contribuindo para, ou resultando, numa peça artística completa. Arte generativa é, neste sentido, uma auto-automatização por natureza. Auto-automação é um conceito aparentemente contraditório, um processo intrinsecamente mecânico que também retrata formas complexas e comportamentos observados na natureza.

Estas obras esculturais de Matthew Jarvis Wall constituem uma exploração de emergência de sistemas orgânicos simulados. Emergência pode ser entendida como um processo pelo qual as estruturas coerentes, os padrões e as suas propriedades surgem durante o processo de auto-organização em sistemas complexos. Os sistemas de partículas utilizadas na produção destas esculturas foram concebidos com foco na raiz de plantas e crescimento de tubérculos, simulações que servem como um meio pelo qual os processos básicos sistémicos presentes nestes sistemas biológicos podem ser observados e experimentados. Num universo extraordinariamente tridimensional, o trabalho de Matthew pode ser visto enquanto manifestamente tátil, gerando um certo sentido perfecionista entre reinos físicos e digitais.

 

MATTHEW JARVIS WALL.